Chove, como não nos davam há muito,
Um mosto na atmosfera congestiona-nos,
O vento, agora não mais brisa,
Leva para longe a pena dos meus pensamentos.
Pela janela, admiro o que me dá o céu.
A realidade, hoje húmida e desagradável,
Empurra-me para a borda das memórias.
Quer que eu caia,
Que caia do meu sonho de uma altura perfeita,
É Outubro, e já nada a detém.
Numa parede de condensação, o meu smile começou a chorar.
Um sorriso de Verão não pertence a uma janela de Outono...
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