Mais uma reflexão que não prima pelo bom senso, mas que acho importante expôr...
O que seremos nós no Universo? Será esta “vida” da qual nos apercebemos verdadeiramente real? As nossas vontades, opiniões, desejos, crenças, apostas, será legítimo afirmar que parte tudo de nós simplesmente por sermos humanos?
Analisando o conceito de “instinto”, é de conclusão geral que diz respeito a comportamentos “inevitáveis”, algo inerente à espécie, que faz parte do carácter do elemento constante nessa população. A grande questão que colocamos é: será esta atitude racional do ser humano verdadeiramente humana? Será que poderemos chamar “instinto” a esta capacidade humana de pensar/deliberar/racionalizar?
Há que começar por estabelecer um significado para o étimo “instinto”: comportamento obrigatório, previsibilidade de atitude perante certas situações, postura comum numa dada espécie (vamos dissociar o conceito atrás referido e o conceito racionalidade, por muito estranho que possa soar). Neste sentido, a palavra “instinto” apontará para uma previsibilidade de respostas, algo comum a situações em circunstâncias semelhantes.
Assim, se, perante todas as conjunturas, o ser humano tende a adoptar uma atitude de racionalização, ponderação, deliberação, etc., poderemos nós chamar a isto “instinto”?
Nem todos se lembram de que nós não passamos de mais uma espécie que subsiste entre muitas. Somos igualmente seres vivos, uma espécie derivada de condições evolutivas específicas, tal como as outras, sendo que, igualmente, apresentamos um conjunto de comportamentos-padrão em determinados confrontos com obstáculos.
A atitude “pensante” (por assim dizer) do ser humano traduz precisamente aquilo que se encontra codificado no núcleo do nosso organismo: aquilo que nos caracteriza, que, por isso mesmo, se traduz em algo previsível – algo instintivo.
(não terminado…)
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